Família: papel na prevenção da dependência química

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Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.

Muito temos falado da importância da família, os tipos de relações espirituais que nela podem existir e alguns dos principais problemas que podem atingir seus componentes.
Mas TODAS AS FAMÍLIAS devem, como também já foi dito, abraçar a causa da prevenção quanto à dependência química e do álcool e, nesta oportunidade, descerramos algumas cortinas (uma vez que outras ainda permanecerão para serem abertas em breve) através de conselhos práticos que, se seguidos, podem auxiliar nessa importantíssima tarefa.

1) Seja exemplo em sua vida. Palavras podem convencer, mas seus filhos seguirão O EXEMPLO QUE VOCÊ DEIXA.

2) Aprenda tudo sobre drogas, álcool e dependência... Leia livros, jornais, revistas e depoimentos. Assista palestras e participe de eventos educativos. Quanto mais se souber, mais se entenderá quanto mal podem fazer;

3) É importante ”falar um ano antes, do que cinco minutos depois”. Por isso, os pais devem se atualizar, trocar ideias com outros pais, buscar reuniões, palestras informativas, a fim de tratar de todas as coisas com o filho, sem preconceitos nem omissões

4) Consiga o máximo de informações que puder sobre o efeito do uso das drogas e do álcool, nas crianças nos adolescentes, bem como nos jovens e adultos. Descubra tudo o que puder sobre o “mundo das drogas” local, isto é tudo o que se passa a respeito em sua vizinhança, seu bairro, sua cidade... em suma, no local que você denomina de sua comunidade;

5) Procure separar um tempo especial para estar com sua família durante a semana, procurando aproveitá-lo da maneira mais agradável, produtiva e criativa possível, com atividades de qualidade;

6) É importante ter humildade para estarmos abertos a saber cada vez mais, não tendo vergonha de pesquisar, de falar, de questionar e pedir ajuda aos profissionais da saúde, a órgãos especializados. O futuro de nossos filhos agradecerá;

7) É preciso ocupar o jovem. DEPOIS DO DESAJUSTE FAMILIAR nenhum outro fator empurra tanto o jovem para as drogas do que as más companhias e a ociosidade;

8) É preciso conscientizar e comprometer toda a família em um esforço preventivo. A droga na vida de alguém, especialmente na dos adolescentes, é um SINTOMA que revela excesso de ansiedade, insegurança, falta de afeto, AUSÊNCIA DE UMA BASE ÉTICO-ESPIRITUAL que justifique um sentido para a vida. Filhos de famílias ajustadas emocional e moralmente onde há troca de afeto entre seus membros, dificilmente são aliciados e enganados por viciados ou traficantes;

9) Observe os jovens... Os mini-traficantes existentes em escolas, comunidades e condomínios (mesmo de alto padrão) e os traficantes em geral têm uma acentuada percepção dos padrões comportamentais das crianças e adolescentes: Tatuagens, cabelos longos em rapazes, roupas e atitudes provocantes em meninas, acanhamento excessivo, rebeldia, violência (entre outros)... são excelentes “cartões de visitas” que podem indicar dores internas, descontentamento ou desentendimentos com os pais ou familiares, vazios existenciais, problemas no lar... E é desses sintomas, que muitas vezes não recebem a correta importância no lar, que os aliciadores se valem para identificar jovens com melhores possibilidades de tornarem-se “fregueses”.

Texto redigido por: 
GRUPO ESPÍRITA EURIPEDES BARSANULPHO
Oficina “Mário Barbosa”