Quanto à descriminalização da maconha

A pior pris�o � a da mente

Recentemente nos questionaram com referência à nossa consideração quanto à descriminalização da maconha, tendo por base ser um produto natural.

Em verdade, as leis terrenas são apenas tentativas imperfeitas de criarmos códigos de conduta que facilitem (ou até permitam) a convivência em sociedade.

Considero muito triste nosso País questionar-se quanto à descriminalização da venda e uso de um produto, ainda que de origem natural, viciante e que promove alterações psicoativas (uma vez que age no sistema nervoso central e altera a função cerebral, mudando temporariamente o humor, a percepção, o comportamento e a consciência), pois demonstra que na verdade nós somos (e, por conseguinte, nossos governantes também o são) muito carentes de códigos morais e éticos.

Para saber a resposta, lembremo-nos de que “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém...” (1 Co 6:12).

E perguntemo-nos: Um ato, uma palavra, um pensamento que seja... me convém? Me edifica? Me constrói? Ou me destrói, me acovarda e me faz perder tempo em um momento precioso e sagrado que é minha “vida” (leiamos “encarnação”)?

Pois é isto que acontece tanto com a maconha quanto com outras drogas, inclusive as lícitas, como o álcool.

Ao invés de fortalecer-nos e acrisolar-nos como espíritos nos enfrentamentos das dificuldades e dores, acumulando sabedoria e eliminando dívidas e imperfeições... as drogas oferecem uma vida de escravidão, em uma cela que fica cada vez menor e cujas grades ficam cada vez mais grossas... e as saídas, cada vez mais difíceis... até tornar-se claustrofóbicamente pequena... e tudo isso enquanto as dores e os vazios permanecem, ganham espaço e ficam cada vez maiores...

Pessoas que vivem e praticam, a si mesmas e ao próximo, conceitos éticos e morais, bem como a religiosidade de amor, em seu dia a dia, não precisam de leis que definam suas ações... Por si só, saberão os caminhos a seguir.

Grupo Espírita “Eurípedes Barsanulpho”
Oficina “Mário Barbosa”