Olhos nos olhos

Businessman in front of three arrows

Amados e amadas.
Ao longo dos trabalhos e estudos inerentes, muito temos procurado tocar sentimentos e mentes a respeito da necessidade de haver uma preparação coletiva e individual para o enfrentamento dos dilemas existentes nos casos de dependências químicas em geral (a adição a drogas lícitas ou ilícitas como álcool, cigarro, comprimidos, solventes, cola, crack, maconha, etc., etc.).

Agora, embasados em dados de diversos livros encontráveis no mercado literário nacional, procuraremos ir um pouco mais a fundo na questão, apresentando periodicamente elementos que possam contribuir para nosso intento de mostrar a pais, familiares, amigos e cônjuges, que sempre há solução... e a mais eficiente, sem dúvida, é a PREVENÇÃO.

Destacamos que não somos contra as drogas, contra as dependências ou contra os dependentes. Entendemos que a cada vez que pensamos “contra”, criamos barreiras psicológicas e armamo-nos, inconscientemente, quando na verdade é preciso o oposto: o acolhimento fraterno, a revelação de horizontes abandonados ou ignorados que possam reconduzir as almas às esperanças perdidas e a oportunidade de diálogos francos, sinceros, abertos. Por isso, somos A FAVOR do amor verdadeiro, incondicional e sem expectativas vãs, porém cheio de esperança sincera. A favor da inexistência de dependentes e da libertação de nós, espíritos, das nossas maiores e verdadeiras mazelas: nossas imperfeições.

Quando o espectro das drogas entra nos lares, TODOS ficam doentes... mas, na verdade, o uso das drogas NÃO É A DOENÇA PRINCIPAL. Muitas vezes combate-se o sintoma, mas esquece-se que, anterior a esta queda (a dependência), pré-existia na alma aflita uma ferida não estancada, um vazio existencial, um conflito perturbador que a lançou em um abismo de egoísmo inconsciente e que pode resultar, a cada ação externa, em variadas reações: apatia, fuga, ironia, violência...

Vale ressaltar também que, por este evento, podem estar sendo reveladas (embora alguns possam se ressentir com esta afirmativa) relações já adoentadas e convivências contaminadas, muitas vezes pelo egoísmo e pelo orgulho.

Multifatorial, a problemática da dependência química exige ações em múltiplas frentes do ser como um todo (física, mental, social, familiar, espiritual) e, como TODOS os componentes do círculo familiar são afetados, a cada um caberá, conforme o caso, ser igualmente tratado.

Por isso reafirmamos: a melhor defesa é, sem dúvida, a prevenção, o conhecimento antecipado das nuances que podem desenvolver-se. Assim, mesmo que a dependência venha a se instalar em um ou mais componentes de um grupo, muito mais segura, sóbria e amorosamente poder-se-á abraçar a busca pela recuperação.

GRUPO ESPÍRITA EURÍPEDES BARSANULPHO – O RECANTO DA PRECE
Oficina “Mário Barbosa”