O papel da família na prevenção das drogas: planejamento reencarnatório

Deus não joga dados. Ele não tira sorte com sua vida...

Deus não joga dados. Ele não tira sorte com sua vida...

Quantos transtornos afetam o ser humano no decorrer de sua existência...

Até o advento do espiritismo, as respostas para muitos deles congelaram nas incógnitas da ignorância ou do orgulho de alguns estudiosos, estacionaram nas sombras dos mitos ou, popularmente, foram atribuídos, quando não ao casuísmo, à “vontade de Deus”, como se esta fosse aleatória e fortuita.

Porém, com a lógica irrefutável proposta pelo reencarnacionismo, embasada na existência igualmente lógica de um Criador amoroso e pleno de bondade, caíram os véus e as cortinas e nós pudemos, finalmente, conhecer os roteiros e as escritas da vida dentro da imortalidade e das infinitas possibilidades e oportunidades de evolução, na caminhada até atingirmos a perfeição relativa que nos é destinada.

Existem alguns pontos que devemos considerar a respeito do evento “reerncarnação” e que elimina a existência de qualquer “casualidade” ou “sorte”, mas que reforça a existência do livre arbítrio e da lei de Causa e Efeito, ou seja, para cada ação praticada, há um efeito correspondente (semear é parte da evolução... o que semeamos é opcional... colher os frutos daquilo que se semeou é obrigatório).

1)      Antes da reencarnação, intensos e dedicados estudos e análises são empreendidos. Isto é o “Planejamento Reencarnatório”, no qual o espirito que irá retornar num corpo denso tem plena participação e, portanto, conhecimento (salvo quando suas condições não permitam escolhas que sejam úteis e necessárias). Nele estão previstos, entre outros: o tipo de pais que terá, as condições familiares e de vida, os principais eventos pelos quais passará - e que lhe serão de plena utilidade na jornada evolutiva... Devemos lembrar, contudo, que trazem as mesmas mazelas e vitórias de suas pretéritas encarnações. Assim, a vida encarnada destina-se ao aprendizado da alma, com fins evolutivos, oportunidade em que adquire novos talentos, aperfeiçoa os que já possui, liberta-se de imperfeições (egoísmo, orgulho, fragilidades... dores), tudo conforme o planejamento por ele mesmo trabalhado e o qual, entretanto, pode ser alterado pelo livre arbítrio.

2)      Desde a concepção (nesta fase, já ligado ao embrião), por todo o período em que antecede ao nascimento, o espírito reencarnante vive uma aproximação com os futuros pais, deles e com eles conhecendo hábitos, reações, pensamentos... Dada a relação simbiótica com a mãe, é capaz de absorver-lhe as energias, as vibrações, perceber-lhe os sentimentos e sensações. Vistas que, devido a essa ligação do espírito ao corpo desde o primeiro instante da fase embrionária, a codificação espírita considera CRIME o aborto, sob qualquer justificativa, salvo o de preservar a vida da mãe.

3)      A reencarnação pode ocorrer entre espíritos afins, entre meros conhecidos ou até entre desconhecidos, dependendo das características necessárias à evolução da constelação envolvida. Daí a sensação de “não pertencimento” que pode atingir um indivíduo no decorrer da sua existência. Lembrar que, entre as infinitas possibilidades, não raro, casos hão em que famílias dedicadas e caridosas acolhem em seu seio espíritos perturbados e tendentes a uma vida com insanidades, vícios ou até crimes, a fim de, através do exemplo e da instrução, os socorrerem, educarem e auxiliarem.

Vale lembrar que, para o enfrentamento das fraquezas e dos insucessos, necessário é que o espirito seja POSTO DIANTE DE CONDIÇÕES OU EVENTOS QUE RESSUMEM suas dores e temores. Assim, ao longo da “vida”, poderá repetir provas nas quais fracassou e enfrentar outras além (saibamos que a bondade do Pai NÃO PERMITE a sujeição de seus filhos a provas e situações as quais não tenha condições de superar) . Por isso cada encarnação é um empreendimento gigantesco, maravilhoso e de valor inestimável.

Aproveitemo-la....

Texto redigido por: 
GRUPO ESPÍRITA EURIPEDES BARSANULPHO
Oficina “Mário Barbosa”