Fugas Psicológicas

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Neste planeta, somos muitos bilhões de espíritos em evolução. Todos vivemos experiências tristes e felizes ao longo de nossa existência imortal, nas diversas encarnações pelas quais passamos.

Cometemos crimes e deles fomos alvo. Magoamos profundamente e dolorosamente fomos magoados.

E quando não conseguimos compreender as dores pelas quais passamos, cristalizando-as em planos mais aprofundados de nosso ser, criamos barreiras psicológicas que findam por nos acompanhar, por vezes, ao longo de existências adiante, até que o burilamento de novas dores – ou a decisão de novas atitudes – possa remover essa sombra a obscurecer nossa existência.

São ciúmes, ódios, ressentimentos, medos... complexos diversos... culpas.

São dores que “nascem” conosco, semelhantes a deformações congênitas, trazidas, contudo, de outras existências.

No decorrer de nossas vidas (muito comumente no seio familiar), a bondade do Pai coloca espíritos e situações que são “gatilhos” a remexer tais pontos - frágeis para nossas emoções, porém cristalizadas e difíceis para mudanças – ativando-os e incitando-nos a percebê-los... com a finalidade do aprendizado, a fim de eliminarmos a mácula dorida.

Porém, amedrontados e desconhecendo nossa força, desacreditando no Pai de amor infinito e fugindo aos compromissos assumidos por nós mesmos em nosso planejamento reencarnatório, ao sermos confrontados com aqueles eventos que, às vezes repetidamente, nos foram motivo de fracasso e queda, optamos por esquivar-nos em saídas mentais que não curam, porém apenas retardam o irremediável enfrentamento... São as fugas psicológicas, que podem tornar-se uma perigosa constante.

Infelizmente, é aí que muitos buscam saídas imediatistas quando sentem o despertar de tais traumas, tornando-se aditos ao consumo do álcool e de drogas, ao sexo desvairado, às compulsões diversas.

Enganando-se diuturnamente, esses espíritos prosseguem em caminhos que sempre resultam em becos sem saída, os quais os restituem, muito rapidamente e em estado de angústia / depressão mais acentuado do que quando por ali se enveredaram, aos pontos iniciais dos quais tanto queriam se ver livres.

São “muletas” que, embora pareçam dar alguma sustentação, em verdade os acometem de pioras acentuadas em seu estado emocional... e a recuperação pode exigir paciência para um longo tratamento espiritual e uma constante ação no reerguimento da autoestima e do amor como um todo. 

Preciso é que se fortaleçam os espíritos, desde a infância, no evangelho, na moral elevada, na educação, através de bons exemplos principalmente... que haja diálogo fraterno, ambiente de confiança... abraços, acolhimento... e a compreensão de que TODOS nós somos crianças em crescimento...

Um beijo fraterno no coração

Texto redigido por: 
GRUPO ESPÍRITA EURIPEDES BARSANULPHO
Oficina “Mário Barbosa”