O papel da família na prevenção às drogas: o pai

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O mundo existe em perfeição... O intenso amor que emana do Criador é a essência do equilíbrio do universo.

As energias yin e yang, de polaridades inversas, descritas e estudadas desde a antiguidade pelos orientais, compõem um fluxo de idas e vindas infinito, sem que para isso tenha que se criar separações e distinções férreas... ambas se atraem, coexistem e existem uma dentro da outra, mudando de direção e de função quando necessário e, portanto, de polaridade.

Assim, o ser humano, enquanto indivíduo, necessita da união das energias, do suporte da espiritualidade e da permissão de Deus, para o êxito de cada encarnação.

Importantes para o início, assim o são para a continuidade da existência... e, também por isso, as figuras paterna e materna são fundamentais na psique do ser, vistas que, também, desde os primórdios da nossa existência no reino animal, trazemos nas lembranças mais remotas os personagens “mãe” e “pai” como os bastiões da (nossa) vida.

Dizer que as famílias foram perfeitas, em um momento qualquer da humanidade, seria hipocrisia, pois sempre foram compostas de seres perfectíveis e em evolução. Porém, os confusos e imperfeitos conceitos do nosso atual estágio evolutivo trouxeram uma série de atitudes igualmente confusas e imperfeitas, onde a família sujeita-se aos desmandos do orgulho, do egocentrismo e da vaidade, com tristes consequências.

Falando hoje da paternidade, e considerando todos os tipos de família existentes, não podemos afirmar – e nem seria lógico – que as figuras masculina e feminina seriam de fundamental importância para todos os núcleos.

Podemos sim supor que há, de forma geral, a necessidade de um equilíbrio... a necessidade de pontos de vista diferentes, bem como de diferentes exemplos decorrentes da forma de ser, de pensar e de agir de cada um dos “pais”, sejam quais forem as orientações sexuais.

Assim, vemos que há a necessidade de aprendizados de diferentes e complementares polaridades, sem a competitividade orgulhosa. Haverão exemplos do amor dulcificado, que aquece o coração e do amor firme, que direciona o caráter... da proteção que abraça e da exposição que ensina e fortalece... das dores que fazem doer e daquelas que fazem chorar.

Para muitos espíritos, contudo, as necessidades quanto à paternidade são mais conservadoras e a convivência com a entidade masculina é de salutar importância.

Nestes casos, destes ícones (os pais), os filhos e filhas absorverão conceitos e exemplos que os guiarão na formação da própria família, na postura e nas formas de agir e de pensar.

Infelizmente, temos observado que alguns dos mais frequentes dramas de irmãos dependentes químicos são as dores e vazios ocasionados pelos relacionamentos com a figura paterna.... a ausência devido à insensibilidade e ou à irresponsabilidade de um ou de ambos cônjuges, a “ausência presente”(doloroso relacionamento em que o pai cria, por exemplo, barreiras emocionais intransponíveis para os filhos), a violência, a dependência alcoólica e química em geral.... o “aborto” após o nascimento dos filhos, quando pais, por motivos diversos, “mata” dentro de si os filhos que a divindade lhe concedeu.

Perguntemo-nos: algo na vida há de nos acontecer por acaso?

Não... todos os fatos são decorrentes de nossas escolhas em vivências pretéritas ou na atual – e todos têm um fundamento de necessidade e de aprendizado... mesmo uma gravidez “indesejada” ou “acidental”....

“Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da cólera e da manifestação do juízo de Deus; o qual recompensará cada um segundo as suas obras (...)” (Romanos 2:4-6).

Fica a pergunta:

Serão os pais responsabilizados pelo atraso ou pela queda das criaturas de Deus que lhe foram colocadas sob guarda?

Texto redigido por: 
GRUPO ESPÍRITA EURIPEDES BARSANULPHO
Oficina “Mário Barbosa”